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Hiperatividade

É comum pais e alguns profissionais rotularem uma criança de hiperativa por ela ser “levada demais”. Este termo acabou caindo na linguagem popular, sem o devido esclarecimento.

 

Falta de concentração e agitação excessiva podem ser sintomas de diversas origens.  É preciso estar atento ao fato de que uma criança manifesta determinado comportamento para “comunicar” que algo não vai bem. Apesar de não ter consciência disso, seu próprio corpo, suas emoções, seu comportamento está  reagindo a uma causa que pode ser orgânica, emocional, cognitiva, social ou outras. Só após a investigação profissional cuidadosa  ao histórico clínico, pessoal, familiar e escolar é que se pode levantar hipóteses, diagnóstico e estabelecer as possibilidades de auxílio.

 

Se o seu filho não fica quieto, não se tranquiliza, tem dificuldades de socialização, apresenta baixa concentração, sua organização espacial está prejudicada  ou manifesta outras características que o preocupa, é certo que ele precisa de ajuda, como também todo núcleo familiar, para que possa lidar melhor com a situação.

 

Não é fácil ter alguém tão agitado em casa, que parece nunca se contentar com uma atividade, que solicita atenção ininterrupta, que mobiliza  a todos e que por isso, muitas vezes leva os pais a atitudes desesperadas em busca de uma solução. Mas não são castigos drásticos, chás  tranquilizantes e  remédios por conta própria que irão resolver o problema; muito menos o conformismo aparente diante da frase “esse menino não tem jeito”. O pediatra de seu filho, um neuropediatra ou um psicoterapeuta infantil são os especialistas que poderão prestar os esclarecimentos, dar as indicações e tratamento correto.

 

Crianças aparentemente hiperativas podem precisar de tratamento medicamentoso e psicoterapia de apoio, outras talvez requeiram um maior estímulo, treinamento, limites mais ajustados ao seu perfil ou um espaço conveniente para expressar e reelaborar suas emoções.  

 

O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), propriamente dito, tem causas genéticas,  precisa ser bem diagnosticado e por começar na infância persistindo até a idade adulta, costuma gerar dificuldades escolares. A distração, impulsividade, agitação  e desorganização que o quadro ocasiona, exigem do indivíduo  atividades muito estimulantes, ligadas ao prazer para que se concentre, o que na maioria das vezes é difícil nos colégios e até  em casa.  O médico, o psicólogo, os profissionais da escola e algumas vezes o fonoaudiólogo devem trabalhar em sintonia orientando a família e a pessoa envolvida, para que ela aprenda estratégias para viver melhor.

 

Podem existir muitos conflitos envolvendo uma criança, mas esteja certo de que ainda mais recursos próprios ela tem  em seu mundo interno, que podem lhe servir. Talvez ela não consiga sozinha, mas saberá acionar seu potencial quando tiver uma oportunidade, com a escuta digna ao seu sintoma que sempre é uma forma de comunicação.

Vera Estrella 

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